Infância
terça-feira, 6 de março de 2018
sexta-feira, 2 de março de 2018
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Fortuna
A Joseane
Se nem mesmo Goethe
Tão afeiçoado aos trejeitos de Mefistófeles
E Garrett
Profundo conhecedor
Do sofrimento romântico português
Selaram os olhos para o que lhes gritava o coração
O que dizer do pequenino poeta provinciano
Apaixonadinho (!)
Feito menino – não – feito velhinho
Diante de Ulrica – sua (?) Viscondessa da Luz.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
domingo, 14 de janeiro de 2018
Nietzsche
Ó anticristo
Ó espírito superior
Que a natureza e o instinto
Preservem ad infinitum
A idiotice humana
Apinhada de crenças imorais.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
O Assassinador - Filme Curta-Metragem
Os Teresinenses estão assustados. Cinco adolescentes, chamadas Maria, foram encontradas mortas às margens do rio Poti. Estaria o assassino imitando a lenda do Cabeça de Cuia?
Dante
Sabe o que me tranquiliza, Beatriz?
Quando estivermos mortos,
Tudo o que concebemos de ruim
Glorificar-nos-á.
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Fênix
Ah,
se aquela nave
Ave
doida
Doída
Sentida
Sentinela
dos céus
Perdoasse
o poeta
Profeta
de si mesmo
Ou
mesmo o infame exegeta
Da
sarjeta habitante
Distante
de ter sido
O
tecido macio
O
macho no cio
Cioso
e inúbil.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Por quê?
Minha mãe faleceu. Há quatro
anos. Como esquecer o seu corpo quietinho. No chão. Do quarto. Embaixo da rede.
Em contato com a madeira fria. O corpo frio. Mais parecia repousar. Às duas
horas. Madrugada.
Durante alguns minutos apenas
olhei para o corpo frio de minha mãe repousando ali embaixo da rede no chão
frio do quarto. O grito de Vânia. Prima-irmã. Despertou-me. Levanta a mãe Nena.
Pelo amor de Deus. Projetei-me. Levantei-a. Com alguma dificuldade. O corpo frio.
Flácido. Dificultava o abraço. O último. Abraço.
E foi assim. D. Helena partiu.
Morreu. Meu pai perguntava. De instante em instante. Eu respondia. Minha mãe
descansou. Resignação. Mas o eufemismo não fora capaz de silenciar o desespero
de Ícaro. Neto-filho. A notícia de que a avó já não cuidaria de tudo e de todos
porque agora repousava fria em uma maca fria de um pronto-socorro frio explodiu
em infinitos porquês.
Metáforas. Eufemismos. Hipérboles.
Redundância. Desespero. Resignação. A morte de minha mãe. 5 de janeiro de 2014.
Por quê?
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Querido Papai Noel...
O professor de literatura, passeando - ao meio-dia! - pela Frei Serafim, depara-se com um gigantesco Papai Noel. Diante do estranho velhinho - imitação grosseira de famosa estátua budista-, o homem (qualquer semelhança com aquelas cartinhas tão cheias de esperança será (?) mera coincidência) deseja:
Quisera eu permanecer estático assim como tu és sempre estático. Quisera eu não sofrer porque o gesso não sofre. A tinta não sofre. O olhar pintado em preto e branco nada mais é do que um falso olhar pintado em preto e branco. Quisera eu ter sempre as mãos quietinhas e resignadas. E as pernas entrelaçadas feito uma borboleta que nunca fora casulo e sequer desejou – um dia – voar.
Quisera. Eu. Não ser. Modelo psicanalítico de todas as pulsões. Quisera. Alienado. Desejar apenas o que está ao alcance das mãos estáticas. Dos desejos estáticos. Das pernas – borboletas vermelhas – também estáticas. Quisera eu não delirar. Não questionar. O que é o delírio? Fantasia que já não se concebe como tal. Neurose? Psicose? Deus sabe. A ciência sabe. Freud – limitado e preconceituoso – jamais será capaz de explicar. Ai, mitos, a arrogância apenas delimita e generaliza e enquadra.
E ninguém sabe de nada. Ninguém representado aqui enquanto alegoria. Ciência. Religião. Capitalismo. Visão maniqueísta e ultrapassada. Época em que o homem era bom. Época em que o homem era mau. E o bem e o mal - expressão antitética – jamais paradoxal – do homem inferior – porém egocêntrico – e universal.
Gutural. E rouco. E louco. E pouco atento àquilo, concepção conceitual, que se convencionou chamar de felicidade. Porque a felicidade nada mais é do que a fantasia de todos os homens. Nós. E enquanto fantasia jamais, materializada no real, será possível de nos fazer sentir realmente felizes. Felizes? Como se a experiência há tanto séculos já não proclamasse: insatisfação.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
A ti (2000)
Pequenos homens
Frustrados
Frustrações
São poetas desgraçados
São mulheres idealizadas
E nunca
Nunca
O tão sonhado amor
São versos fantásticos
Belas estrofes
E sempre
Sempre
A mesma dor
Mas conheço-te também
E questiono-me angustiado
Serei poeta?
Grande (?)
Pequeno (?)
Serei frustrado também?
Teus olhos
Uma ilusão
Teu rosto
A tranquilidade
Teu corpo
A satisfação
Não tocá-la
Minhas mãos
Não senti-la
Meus lábios
Não possuí-la
Meu coração
De que vale tanta poesia?
Sofro (sonho) tanto por ti!
Palavras?
Insignificantes.
Dizer não é justo lutar por ti
É tão blasfemo – encarar Deus
E duvidar do seu poder!
Dizer tentarei esquecer
É tão mesquinho – fechar os olhos
Quando é preciso encarar!
Ilusão
Tranquilidade
Satisfação
(Há contristação no ocaso)
Ilusão – olhos tão claros (caros)
Tranquilidade – ao teu lado
Satisfação – mulher ideal
Tocar e não tocar
Sentir e não sentir
Possuir e não possuir
Até quando?
Frustração (?).
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
A ti (2017)
Desejo-te, Lua, ao pôr do sol
(tal qual o pôr do sol).
Entre nossos signos
(satélite e estrela)
Há sublime fascinação.
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