Um dia, este rosto,
Reduzido à caveira que o sustenta,
Não mais ostentará
As grossas sobrancelhas,
Os lábios finos de olhos castanhos,
O existir simplesmente por existir,
A pele tatuada pelo câncer de sol,
Resplandecente de luz.
Reduzido à caveira que o sustenta,
Não mais ostentará
As grossas sobrancelhas,
Os lábios finos de olhos castanhos,
O existir simplesmente por existir,
A pele tatuada pelo câncer de sol,
Resplandecente de luz.
Assim eu quereria a minha última postagem: que fosse eterna dizendo as coisas mais absurdas e menos divinais; que fosse gélida como uma lágrima sem soluços; que tivesse a certeza das flores paralisadas no estrume; a impureza da água imprópria para o consumo; o perdão do suicida que se mata sem a menor intenção.