
Não sou sequer a sombra
Do que pensas que eu sou
Serei talvez a ilusão do poeta
A doce lua branca que encanta o mar
Um mero símbolo de possibilidades tão fúteis
Não há graça ou desgraça em tudo isso
Sou mortal
E como tal
Posso brincar de morte
Que sorte
Não é ela a mulher do capuz
Nem é dela a severa foice
Eu estou encapuzado
Severo sou eu
O contador de histórias
Que tanto mal faz aos seus alunos
Por que se deixar levar
Acreditar nas possibilidades do sonho
Como se possível fosse – sonhar
E desejar
E desde já
Encarar homem deus e diabo
Diacho
Que seja inferno
Inverno ou verão
Que seja
Que eu seja
Pobre triste amargo lúcido
Lúcifer
Ferir-se
Ir-se
Se
Tu fosses eu
Eu
Que já fui tantas vezes
Tu.
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